Tem uma pergunta que a gente responde no automático, todos os dias, várias vezes por dia: “Como você está?” E antes mesmo de processar o que está sentindo de verdade, a resposta já saiu: “Bem, obrigada. E você?” É um reflexo. Uma armadura social tão incorporada que a gente nem percebe mais quando está usando. …
Você já se pegou apenas cumprindo o dia? Não vivendo, construindo ou sonhando. Apenas sobrevivendo. Acorda, cuida dos filhos, trabalha, resolve o problema que surgiu ontem e o que vai surgir amanhã, dorme tarde, acorda cedo, repete. A semana passa, o mês passa, o ano passa, e quando você para para respirar por um segundo, …
Existe um tipo de perda que não chega de uma vez. Ela vai chegando em ondas, cada uma maior que a anterior, até que em determinado momento você para no meio da sua própria vida e percebe que quase nada do que você construiu ainda está de pé. Não é uma crise. É um desmoronamento. …
Você já teve algo importante para dizer e simplesmente não disse? Não porque não soubesse as palavras, ou porque não tivesse certeza do que sentia. Mas porque algo dentro de você calculou, em frações de segundo, que falar não valeria o custo. Que seria julgada. Que seria ignorada. Que seria demais. Que seria de menos. …
Você já se perguntou por que algumas verdades são tão difíceis de receber? Não verdades complicadas, cheias de camadas teológicas ou filosóficas. Verdades simples, que você seria capaz de dizer para qualquer amiga sem hesitar. Verdades como: você é amada. Você é aceita. Você tem valor. Você pertence. Ditas para outra pessoa, essas palavras saem …
Existe um tipo de perda que ninguém nomeia no dia do casamento. Não é a perda do sobrenome, embora muitas mulheres a sintam. Não é a perda da liberdade de decidir onde morar ou o que comer no jantar, embora isso também aconteça. É uma perda mais sutil, mais silenciosa, e por isso mesmo mais …






